Avaliada em R$ 5 milhões, maior usina de geração de energia solar do Sul de Minas é inaugurada em Santa Rita do Sapucaí, MG

Usina que será inaugurada na ETE FMC terá capacidade para abastecer quase 900 residências.

Uma usina de geração de energia solar com capacidade para abastecer o equivalente à energia consumida por 860 residências será inaugurada neste sábado (23) em Santa Rita do Sapucaí (MG). O projeto é da Companhia de Jesus, também conhecida como Ordem dos Jesuítas e a usina será instalada na Escola Técnica Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE FMC). Construída durante 2 anos, a usina, com 4,2 mil painéis solares, é fruto de um investimento de R$ 5 milhões.

“Hoje a energia fotovoltaica é a que mais cresce no país em termos de geração. Estamos dobrando a cada ano o número de usinas que são construídas. A ETE está abrigando em 14 mil metros quadrados a geração de 1.1 MW. Toda essa energia gerada no nosso colégio será suficiente para abastecer os colégios e uma faculdade dos jesuítas no Estado de Minas Gerais”, diz o diretor-geral da ETE FMC, Alexandre Loures Barbosa.

Segundo o diretor, a nova usina vai funcionar como um grande laboratório para os alunos da instituição e também para a população de uma forma geral.

“Nós queremos divulgar essa tecnologia, nós queremos mostrar para a população como é uma tecnologia de geração barata, limpa e ao mesmo tempo capacitar os nossos técnicos para esse mercado que está crescendo cada vez mais. A produção dessa energia no país está crescendo de tal forma que a expectativa até 2030 é que a energia gerada pelo sol, percentualmente, seja de 10% de toda a energia gerada no país. Hoje ela é torno de 1%”, diz o diretor.

“Hoje se cada residência no Brasil tiver nos seus telhados essa geração de energia, ela será suficiente para abastecer duas vezes e meia o Brasil. Essa é uma tecnologia do futuro, ela vai dominar o futuro”

A usina solar recebeu o nome de “Padre Furusawa”, em homenagem a um padre jesuíta, de formação eletrotécnica, que dedicou sua vida ao trabalho na instituição, criada em 1958 e que hoje vive em uma casa de repouso dos jesuítas em Belo Horizonte.

“Toda parte elétrica da nossa escola foi montada pelo padre, que sempre foi um amante da natureza, sempre andou de bicicleta, nunca aceitou andar de carro. Pelo seu entendimento e conhecimento na área de energia e aliado a toda parte de cuidados com a natureza, a usina leva seu nome”, diz o diretor.

Nova usina de geração de energia solar terá capacidade para abastecer quase 900 residências (Foto: Divulgação / ETE FMC)

Nova usina de geração de energia solar terá capacidade para abastecer quase 900 residências (Foto: Divulgação / ETE FMC)

Além da usina em si, o projeto compreende novos laboratórios e o desenvolvimento de equipamentos solares para projetos sociais, com comunidades carentes.

Dados sobre a Usina Solar Padre Furusawa:

  • 15 mil metros quadrados
  • 4.200 painéis solares
  • Potência de 1,113 MWP / 1,5 GWH/Ano
  • Redução da emissão de 582 toneladas de CO2/Ano
  • Equivalente ao plantio de 5 mil árvores
  • Equivalente à demanda diária de 860 casas (Média Brasileira)

Geração eólica bate recordes no Nordeste

Fonte registrou os maiores volumes de geração média diária e de geração instantânea em 23 de junho

O Operador Nacional do Sistema Elétrico reportou que a fonte eólica bateu novos recordes no Nordeste. As marcas foram registradas no último sábado, 23 de junho. A média diária chegou a 6.475 MW médios, o que representa 70% da carga daquele subsistema. O fator de capacidade foi de 66%. O último recorde de geração média diária tinha ocorrido no dia 14 de setembro de 2017, quando foram produzidos 6.413 MW médios.

Já a geração instantânea, ou seja, o pico de geração eólica, foi registrada às 10h09 do próprio dia 23 de junho, quando foram produzidos 7.311 MW, com um fator de capacidade de 75%. O montante equivale a 80% de toda a carga do Nordeste. O recorde de geração instantânea anterior havia acontecido no dia 25 de setembro de 2017, quando foram gerados 7.085 MW.

Aneel libera turbinas de CGH para testes em MG

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou a operação em teste de três turbinas da central de geração hidrelétrica denominada Tapuirama, segundo despacho publicado nesta quinta-feira, 14 de junho, no Diário Oficial da União. As unidades liberadas totalizam 1,5 MW de capacidade, e a usina está localizada no município de Tapuirama, em Minas Gerais.

Japão investe em biomassa para suprir demanda energética

Expectativa é que a biomassa seja 30% da energia renovável no país

Com as metas estabelecidas durante a COP21, o Japão vem investindo em energia renovável nos últimos anos à fim de mudar as condições de mercado e aos choques políticos ambientais. Uma das alternativas escolhidas pelo país é a produção de biomassa, a qual vem ganhando cada vez mais espaço na matriz energética japonesa.

O país vem aderindo ao programa “Melhor mistura de energia” e através dele equilibrando desafios que surgem pelo caminho como, por exemplo, obstáculos políticos, econômicos e ambientais. A ideia é encontrar alternativas importantes para o país até 2030.

O programa prevê um aumento nas alternativas renováveis nos próximos anos. Sendo de um aumento de menos de 1% em 2010 para 14% em 2030. De acordo com os especialistas japoneses a biomassa deverá representar cerca de 30 % do poder renovável do Japão em 2030 e mais de 4% do poder total do país. A produção provavelmente virá de grânulos de madeira importados.

O país que já defendeu o petróleo, o gás natural e a energia nuclear agora vem acreditando em medidas mais sustentáveis para a abastecer os japoneses. A energia renovável no Japão é promovida pelo sistema tarifário de entrada (FIT) do país, que fornece aos produtores de energia independentes (IPP) um preço de energia ajustado durante um período de contrato prolongado.

Os contratos de energia através de biomassa possuem validade de 20 anos no país, sendo preços diferente para cada tipo de produto. Em um novo estudo realizado pela FutureMetrics, mais de 130 projetos de IPP de biomassa são analisados. Esses projetos, se bem-sucedidos, usarão 4,5 milhões de toneladas métricas (MT) de pellets, 3,3 milhões de MT de cascas de palmeira e 10,2 milhões de MT de chips de madeira domésticos e importados.

Fonte: http://www.biomassabr.com/bio/resultadonoticias.asp?id=4522

Energias renováveis e eficiência energética são metas para o Brasil

Em meio a danos ambientais cada vez mais aparentes no mundo, especialistas defendem o uso de energias renováveis para diminuir impactos como a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global. Um dos meios para isso é a substituição do petróleo como elemento principal da matriz energética global por formas de maior eficiência, como solar e eólica. Segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Pires, essa é uma das principais linhas de investimento do governo federal em geração de energia.

O Brasil tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. Em relação à geração de eletricidade, as hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por 64% da produção. No entanto, a matriz ainda pouco diversificada não garante segurança energética, resultando muitas vezes em problemas de abastecimento, como a crise enfrentada pelo Brasil em 2015.

O país ainda caminha lentamente para disseminação de fontes alternativas de energia, ao contrário de países da Europa como a Alemanha, onde a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o pouco potencial para gerar algumas energias renováveis levaram ao desenvolvimento de uma matriz renovável, como a fotovoltaica (solar) ou a eólica. Segundo Carlos Alexandre, essas são o futuro da geração de energia no mundo, e o Brasil também caminha para expandi-las. “É aquela velha história de não colocar todos os ovos em uma mesma cesta. Em termos de administração e de operação de uma rede tão complexa como é a de energia, você precisa ter várias fontes ofertando em diversos momentos do dia e se complementando, quando necessário”, afirma.

A lógica da complementariedade seria parecida com a que já funciona hoje no sistema integrado: nos períodos de seca, em que as hidrelétricas operam com menos capacidade, a geração de eletricidade acaba sendo suplementada pelas termelétricas. A intenção é que cada vez mais as formas de energia renovável ganhem espaço.

Dados do Boletim de Capacidade Instalada de Geração Elétrica – Brasil e Mundo 2016, do Ministério de Minas e Energia, ainda não demonstram esse movimento. Embora 90% do total dos 9,5 GW de potência instalada tenham sido de fontes renováveis, as fontes hidráulica e de biomassa permanecem liderando essa expansão.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiap), Mário Menel, embora o setor tenha um planejamento indicativo, é difícil controlar essa expansão, já que em um leilão prevalece a fonte que oferece o menor custo. Ele explica que a matriz elétrica brasileira comporta todas as fontes e tem bastante variedade, mas fatores como o baixo custo e facilidade de estocagem ainda favorecem as hidrelétricas.

“A melhor forma que nós temos de armazenar energia é nos reservatórios das hidrelétricas. Se eu tenho um vento favorável e estou gerando muita energia eólica, eu economizo água, então aumento o volume do reservatório e estoco energia, praticamente dentro do meu reservatório. Enquanto parou o vento, eu libero essa água para produzir energia elétrica”, diz Menel.

Esse cenário, no entanto, também vem sofrendo mudanças devido a outros fatores como a questão ambiental, que limita cada vez mais a construção das hidrelétricas e também a seca severa que algumas regiões vêm sofrendo. “O Nordeste, por exemplo, que sofre com falta de água nos últimos dois, três anos, só não teve um racionamento na região graças à [energia] eólica que está fornecendo hoje cerca de 30% da necessidade da região.”

Para o Ministério de Minas e Energia, os principais desafios com a entrada dessas fontes são econômicos e operacionais. Carlos Alexandre explica que a questão das intermitências de fortes como a eólica, que não é gerada quando falta vento, e da solar, que também fica parada durante a noite, impactam diretamente no preço da energia elétrica ofertada. “Nosso Operador Nacional de Sistema precisa, a cada instante, balancear o quanto é demandado de energia e o quanto é despachado.”

* A repórter viajou a convite da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ)

Edição: Talita Cavalcante
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-06/energias-renovaveis-e-eficiencia-energetica-sao-metas-para-o

Energias renováveis geram empregos para quase 10 mi de pessoas

(Bloomberg) — A indústria de energia renovável empregava 9,8 milhões de pessoas no ano passado, 1,1% a mais que em 2015, liderada pelo negócio de painéis solares fotovoltaicos, segundo o relatório anual sobre o setor da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês).

O crescimento perdeu força nos últimos dois anos, enquanto a categoria fotovoltaica solar, com 3,09 milhões de empregos, e o setor eólico mais do que dobraram seus respectivos números de empregados desde 2012, o primeiro ano avaliado, informou a Irena no relatório.

“A natureza dos empregos está mudando um pouco, com mais ênfase no lado de instalação, operação e manutenção”, disse Adnan Amin, diretor-geral da Irena, na quarta-feira, em entrevista, em Abu Dhabi. “Não é um crescimento tão rápido quanto o da manufatura, que foi bastante rápido porque o custo da tecnologia estava caindo e porque houve uma enorme explosão de equipamentos.”

O número de empregos continuará crescendo nos países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, disse ele.

A seguir, alguns destaques do relatório:

Os empregos globais na indústria de energias renováveis aumentaram todos os anos desde 2012, sendo que o setor de painéis solares fotovoltaicos se tornou o maior segmento em empregos totais em 2016.

O setor de painéis solares fotovoltaicos empregava 3,09 milhões de pessoas, seguido pelo de biocombustíveis líquidos, com 1,7 milhão. O setor eólico tinha 1,2 milhão de empregados, um aumento de 7% em relação a 2015.

Os empregos no campo de energias renováveis, excluindo energia hidrelétrica, aumentaram 2,8% no ano passado, para 8,3 milhões de pessoas, sendo que China, Brasil, EUA, Índia, Japão e Alemanha são os mercados líderes em termos de empregos. Os países asiáticos responderam por 62% dos empregos totais em 2016, contra 50% em 2013.

Os empregos no setor de energias renováveis poderiam totalizar 24 milhões em 2030 considerando que mais países estão adotando medidas de combate às mudanças climáticas, afirmou a Irena.

Fonte: UOL

Biomassa é oportunidade para energia renovável

A produção agrícola e florestal tem papel de destaque na fatia de renováveis da matriz energética brasileira, uma das mais limpas do mundo. Da energia hidráulica vem 64% do que consumimos em eletricidade. Quando se considera, contudo, toda a energia utilizada no País, quem fica com o primeiro lugar entre as fontes renováveis é a cana-de-açúcar.

Cana-de-açúcar aparece no primeiro lugar entre as fontes de toda energia utilizada no país

Lenha e carvão vegetal, outras biomassas importantes, ocupam a terceira posição, logo depois das hidrelétricas. O papel atual e futuro da biomassa para o fornecimento de energia e para a bioeconomia foi o tema da apresentação do chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville, no Congresso Internacional de Energias Renováveis e Sustentabilidade (Ciers), que aconteceu nesta semana, em Brasília/DF.

A cana-de-açúcar é destaque porque dá origem ao etanol e ainda gera energia para movimentar as usinas e excedente para a rede. Esse setor, contudo, está no limite da capacidade de produção, enquanto não houver novos investimentos, aponta Capdeville. Em contrapartida, ainda há capacidade ociosa nas usinas de biodiesel, biocombustível atualmente misturado ao diesel na proporção de 8%.

Para o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, o País tem na biomassa uma oportunidade tanto para aumentar a já significativa participação de renováveis em sua matriz energética quanto para equilibrar a balança comercial da indústria química, que tem mais de US$ 30 bilhões de déficit anualmente. No centro de pesquisa, os pesquisadores estão desenvolvendo tecnologias para o aproveitamento total da biomassa (caldos, óleos, bagaços, folhas, resíduos do processamento, etc), gerando não só biocombustíveis, mas também produtos químicos e biomateriais.

Fonte: Canal Rural